31/05/2020 às 16h37min - Atualizada em 04/06/2020 às 16h37min

Quarentena, tempo para pensar!

Cláudia Dib

Uma coisa que não podemos negar é que a quarentena nos proporcionou tempo. Tempo para ler, estudar, organizar nossas coisas e pensamentos. É o que mais aproveitei. O tempo! Pensando e pensando, por mais que eu me pergunte, jamais saberei a resposta. Como será o futuro de Peruíbe?

 

É inacreditável como vemos outras cidades falando em projetos de desenvolvimento e retomada pós-pandemia e em nossa cidade nada! Ou seja, nosso prefeitão está aguardando o tucano chefe de estado, tocar o berrante para conduzir a boiada no mesmo sentido. 

 

Não estou olhando a “grama do vizinho”, é que, é desanimador a inércia do nosso gestor e de nossos vereadores que, para não dizer nada, pouco fazem pela cidade. E não não venham com mi, mi, mi… Sim, inércia! Pois não há projetos de transformação da cidade, transformação das comunidades carentes e das pessoas que nelas vivem, mudança de vida das pessoas em situação de rua… e assim por diante.

 

Mesmo com incerteza do dia das eleições, o fato é que estamos em ano eleitoral, e é inevitável pensar naqueles que se colocam à prova nas urnas. O que eles irão apresentar de propostas para o real desenvolvimento do município? Será que vão conseguir mudar esta constante de que aqui nada pode?

 

Será que veremos propostas concretas de desenvolvimento da cidade, do comércio ou o tão desejado turismo sustentável, projetos que sigam parâmetros reais de respeito à biodiversidade. Projetos de longo prazo que sejam realmente executáveis e transpassam a barreira de uma gestão para a outra. Seria isso um delírio, um devaneio? Vejamos nossas opções:

 

A estrela - De certo que a “bandeira socialista” não vai ficar fora dessa disputa, mas com todo o escândalo que se envolveu no país nos últimos anos, não creio que a estrela brilhe com tanta intensidade destacando seu representante, logo, ele vai mesmo ficar é com o “resto”.

 

O aspirante - Temos aquele rapaz novinho que foi vice do eterno prefeito “pai de todos”, o aspira, até tem boas intenções mas não tem experiência e vivência política para tocar uma cidade.

 

O soldado - Creio em seus princípios e suas reais intenções, até reconheço que nossa cidade precisa mais da “lei e da ordem”, mas, conhecendo um pouquinho de política e da realidade do município, sei que enfrentará grande dificuldade de conseguir apoiadores nos bairros periféricos, estes que justamente definem o resultado de uma eleição.

 

O bonzinho - Ele até conseguiu a união dos servidores da saúde, e com muito apoio conseguiram driblar a falta de insumos e proporcionar um atendimento mais digno e humano no setor. Mas é como se diz, política não é pra gatinho é coisa de leão.

 

O autônomo - Este é cheio de ideias revolucionárias, seria um ótimo gestor lá nas décadas de 80 e 90, onde poderia fazer de tudo pelo desenvolvimento sem se preocupar com a Lei de responsabilidade fiscal. Hoje administrar uma cidade não é simplesmente mandar, ordenar. Hoje há uma necessidade de planejar e seguir normas, leis e critérios administrativos. Não tem mais espaço para o autossuficiente, pois a gestão da cidade não é feito de modo independente. 

 

O conhecedor - Este quase chegou lá, tem grande conhecimento da máquina pública, é um grande empresário e empreiteiro em diversos municípios, mas, assim como sua experiência, também é grande o problema que ele tem pra resolver para estar apto a concorrer a cadeira de chefe do executivo.

 

O gestor - Não é pessoal, mas, a verdade é que nossas ideias não batem, não entendo sua forma de administrar a cidade, este que foi o vereador que mais criticava a gestão anterior, apontava diversos defeitos e fazia denúncias de contratações supostamente superfaturadas, agora como prefeito, ele simplesmente esqueceu tudo e renova contratos com os mesmos fornecedores. Vai entender...

 

O promissor - Este tem se mostrado em pleno crescimento político, está trilhando caminhos com grandes homens públicos, é uma pessoa que faz, realiza, planeja e organiza. 

Por uma desavença com seu “tutor”, não teve um bom resultado em sua última tentativa ao executivo. Peruibense nato, ele sonha em ver um futuro melhor para nossa cidade, ele é “aquele que promete ser bom.”

 

O carismático - De longe este é o político mais carismático, amado e lembrado entre todos os outros. Homem firme e direto, se tem que elogiar, ele elogia, se tem que bater ele bate, e bate mesmo! Não é a toa que ele está na memória da maioria da população, trabalhador e sensível aos anseios da população, este homem, realizou grande parte dos desejos básicos dos peruibenses. Mas assim como seu coração, também é grande o desafio a superar para poder registrar sua candidatura. Talvez ele tenha uma carta na manga.

 

Bom, eu creio que nós podemos ser reféns ou protagonistas desse futuro, você já parou para pensar como seria a cidade daqui 20 anos? Nós podemos e devemos participar das discussões, dos debates e projetos turísticos, esta é a única forma de garantir que um projeto de longo prazo não sofra a descontinuidade política do gestor público, ou seja, o projeto tem que ser da sociedade, do povo.

 

E o nosso futuro, o futuro da sociedade, só vai mudar quando a sociedade (o povo), entender que o gestor (prefeito) é um servidor e temos que cobrar que ele trabalhe, e temos que participar e colaborar para que a cidade seja como esperamos, ou seja, um futuro melhor para todos nós!

Cláudia Dib
Diretora Comercial do jornal aVOZ do Litoral Sul
Corretora de Imóveis - CRECI 190961
claudia@linkavoz.com.br

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